Tomar - Estátuas Vivas de Tomar

Tomar

O concelho de Tomar tem 11 freguesias, 352 km e 43 000 habitantes. Foi sede das Ordens do Templo e de Cristo. O Convento de Cristo, principal monumento da cidade foi considerado Património Mundial pela UNESCO em 1983.

 

Corria o século I, quando os romanos aqui fundaram a cidade de Sellium, onde passava a estrada que ligava Olissipo (Lisboa) a Bracara Augusta (Braga).

Em meados do século VII, durante o período visigótico, já era terra de conventos cristãos, época do lendário martírio de Santa Iria, padroeira de Tomar.    

  

A urbe templária nasceu em 1160, dentro do castelo erguido pelo mestre D. Gualdim Pais. Quando as muralhas se tornaram apertadas, a povoação estendeu-se pelo sopé do monte até à margem do Nabão, na Villa de Baixo.

   

Do outro lado do rio, D. Gualdim ergueu uma atalaia para proteção da igreja que ali edificou. Sobre este templo românico, os Templários edificaram Santa Maria do Olival, a 1ª igreja gótica de três naves erigida em Portugal.

   

Com centro em Tomar, Gualdim Pais construiu uma rede de torres e castelos para defesa do território e população a norte do Tejo.

   

Extinta a Ordem dos Templários, em 1312, D. Dinis obteve permissão do papa João XXII para a criação de uma nova ordem de cavalaria, herdeira de todos os bens e privilégios dos Templários, a Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

No século XV, D. Henrique foi administrador da Ordem de Cristo. Além de fornecer o capital, a Ordem e os seus cavaleiros serviram o Infante desde as primeiras viagens dos Descobrimentos. Seria a cruz de Cristo a primeira a unir todos os continentes, levada nas velas das caravelas e naus portuguesas.

 

Tomar beneficiou de grande crescimento urbano durante este período, ainda hoje testemunhado em construções únicas no país, como os Estaus ou a sinagoga da antiga judiaria.

 

A partir da Charola, a torre oratório dos Templários, D. Henrique começou a dar forma ao convento de Cristo, com a edificação dos claustros do Cemitério e da Lavagem, além da sua própria residência, o paço do Infante. 

   

Em 1510, ano em que se iniciou a obra prima do manuelino, a janela do Capítulo, o rei D. Manuel I concedeu foral novo à sua villa de Thomar. Na praça principal, sobre as Boticas henriquinas, D. Manuel I ergueu o paço Real. Defronte, também manuelino, fica o rendilhado flamejante da igreja de S. João Batista.

   

O maior alargamento do convento deu-se com D. João III, em pleno período renascentista. Arquitetos, escultores, pintores e outros artistas como Diogo de Arruda,  João de Castilho, Diogo de Torralva, Gil Vicente, João de Ruão ou Gregório Lopes, fizeram de Tomar um importante centro artístico.

   

A União Ibérica nasceu no convento de Cristo, nas Cortes de 1581, um império com duas línguas e espalhado por todos os continentes.

Os reis espanhóis não esqueceram o berço da dinastia filipina. Além de apontamentos magníficos, como a sacristia Nova, a sua grande obra (Filipe I / Filipe II) foi a construção do Aqueduto dos Pegões, com 6 km de extensão. A criação da nossa feira de Santa Iria, ou das Passas, remonta também a este período.

   

A guerra civil, iniciada em 1832, terminou em maio de 1834 na batalha da Asseiceira, em Tomar, com derrota do exército miguelista. Esta batalha marcou o fim do absolutismo e o triunfo da monarquia constitucional. De imediato o governo liberal decretou a extinção das ordens religiosas, como a de Cristo, sendo os seus bens incorporados na Fazenda Nacional.

Em 1844, durante uma visita de D. Maria II, Tomar foi elevada a cidade, a 1ª a merecer esta categoria no distrito de Santarém. 

    

 

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